Do fenômeno à função reguladora: Deus como ideal da razão pura em Kant

Autores

Palavras-chave:

Sensibilidade. Fenômeno. Razão pura. Juízes. Entendimento. Ideia. Ideal.

Resumo

Neste artigo queremos em um primeiro momento explorar a investigação crítica empreendida por Immanuel Kant sobre a capacidade humana de conhecer, isto é, de obter um conhecimento universal e necessário. Em seguida, buscaremos evidenciar como, ao delimitar o uso legítimo da razão, Kant reabre as grandes questões filosóficas sob uma nova perspectiva: a do ideal da razão pura. Esse ideal não pertence ao domínio dos fenômenos nem ao do entendimento, mas opera como uma ideia reguladora, que orienta o pensar sem se oferecer como objeto de conhecimento. A ideia de Deus, nesse contexto, constitui o elemento supremo desse ideal: não é uma realidade que possamos conhecer, mas uma exigência interna da razão para orientar e unificar o conhecimento. Assim, queremos saber de que maneira o pensamento kantiano permite refletir teoricamente sobre o lugar de Deus no interior da própria razão, como seu horizonte máximo e regulador.

Biografia do Autor

Wellington Santos Pires, Université de Poitiers; Instituto Católico de Paris

Doutorado pelo Instituto Católico de Paris, em cotutela com a Universidade de Poitiers.

Messias Nunes Correia, Universidade Federal de Sergipe (UFS)

Doutor em Filosofia pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). Membro do GT Agostinho de Hipona e o Pensamento Tardo-Antigo, do GT Apophatiké-Estudos Interdisciplinares em Mística e da Sociedade Brasileira de Estudos da Filosofia Medieval - SBEFM.

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Publicado

2025-07-25

Como Citar

PIRES, W. S. .; CORREIA, M. N. Do fenômeno à função reguladora: Deus como ideal da razão pura em Kant. Kairós, Fortaleza, v. 21, n. 1, p. 112–128, 2025. Disponível em: https://www.ojs.catolicadefortaleza.edu.br/index.php/kairos/article/view/629. Acesso em: 28 maio. 2026.

Edição

Seção

Artigos Varia