A ética de Aristóteles em comparação a Epicuro e Sêneca: moderação e erradicação das emoções na filosofia antiga
Palabras clave:
Ética. Virtudes. Emoções. Epicurismo. Estoicismo.Resumen
A filosofia antiga dedicou especial atenção ao papel das emoções na vida ética, desenvolvendo diferentes modelos para compreender e gerenciar seus efeitos sobre a virtude e a felicidade. Este artigo examina três perspectivas fundamentais: a ética aristotélica da moderação, o hedonismo racional de Epicuro e o estoicismo radical de Sêneca. Enquanto Aristóteles defendia que as paixões deveriam ser cultivadas em um justo meio-termo, evitando tanto o excesso quanto a falta, Epicuro propôs uma "cirurgia" dos desejos, selecionando apenas aqueles que conduzem à tranquilidade duradoura. Já Sêneca, representante do estoicismo romano, argumentou que as emoções são perturbações irracionais que devem ser completamente erradicadas para alcançar a serenidade da alma. Essas três abordagens, embora distintas, compartilham um objetivo comum: a busca da felicidade por meio do governo racional sobre os afetos. A comparação entre elas revela não apenas divergências metodológicas, mas também um diálogo profundo sobre o lugar das emoções na vida virtuosa. Este artigo explora essas diferenças e semelhanças, destacando como cada filósofo concebeu a relação entre razão, prazer e autocontrole, contribuições que permanecem relevantes para a ética e a psicologia moral contemporâneas.
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