A ética de Aristóteles em comparação a Epicuro e Sêneca: moderação e erradicação das emoções na filosofia antiga

Autores

Palavras-chave:

Ética. Virtudes. Emoções. Epicurismo. Estoicismo.

Resumo

A filosofia antiga dedicou especial atenção ao papel das emoções na vida ética, desenvolvendo diferentes modelos para compreender e gerenciar seus efeitos sobre a virtude e a felicidade. Este artigo examina três perspectivas fundamentais: a ética aristotélica da moderação, o hedonismo racional de Epicuro e o estoicismo radical de Sêneca. Enquanto Aristóteles defendia que as paixões deveriam ser cultivadas em um justo meio-termo, evitando tanto o excesso quanto a falta, Epicuro propôs uma "cirurgia" dos desejos, selecionando apenas aqueles que conduzem à tranquilidade duradoura. Já Sêneca, representante do estoicismo romano, argumentou que as emoções são perturbações irracionais que devem ser completamente erradicadas para alcançar a serenidade da alma. Essas três abordagens, embora distintas, compartilham um objetivo comum: a busca da felicidade por meio do governo racional sobre os afetos. A comparação entre elas revela não apenas divergências metodológicas, mas também um diálogo profundo sobre o lugar das emoções na vida virtuosa. Este artigo explora essas diferenças e semelhanças, destacando como cada filósofo concebeu a relação entre razão, prazer e autocontrole, contribuições que permanecem relevantes para a ética e a psicologia moral contemporâneas.

Biografia do Autor

Rafael Batista Dias, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Doutor em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Membro do Núcleo de Estudos Benjaminianos (Neben), aprovado pelo CNPq. Professor efetivo de filosofia da rede estadual de educação do Mato Grosso do Sul (SED/MS).

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Publicado

2025-07-25

Como Citar

BATISTA DIAS, R. A ética de Aristóteles em comparação a Epicuro e Sêneca: moderação e erradicação das emoções na filosofia antiga. Kairós, Fortaleza, v. 21, n. 1, p. 53–67, 2025. Disponível em: https://www.ojs.catolicadefortaleza.edu.br/index.php/kairos/article/view/620. Acesso em: 28 maio. 2026.

Edição

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Artigos Varia