Apreendendo a divindade: a possibilidade da teologia revelada no prólogo da Ordinatio de Duns Scotus
Palabras clave:
Duns Scotus. Gnosiologia. Supernaturalis. Revelação.Resumen
A possibilidade de conhecer a natureza divina é, desde a antiguidade clássica, uma questão presente no pensamento filosófico ocidental. Com efeito, uma instanciação disso pode ser observada quando Duns Scotus, na solução da primeira parte do prólogo de sua Ordinatio, propõe-se a avaliar em que sentido a teologia pode ser considerada um conhecimento sobrenatural. Ao fazê-lo, o Doutor Sutil não apenas executa uma interessante distinção semântica, mas também apresenta uma determinada perspectiva gnosiológica que justifica a possibilidade de uma teologia revelada. Tendo isso em vista, o presente artigo propõe-se a explanar sobre a distinção que Scotus faz sobre os dois modos de se predicar “supernaturalis” de um conhecimento. Observar-se-á como Scotus, ao colocar-se ao lado dos teólogos na controvérsia epistemológica com os filósofos, conclui que a graça da revelação possibilita ao peregrino transcender os limites naturais do seu conhecimento.
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