Hannah Arendt e a destruição do mundo comum. Ausência de pensamento, memória e ideologia

Autores

Palavras-chave:

Arendt. Mundo. Ausência de pensamento. Memória. Ideologia.

Resumo

No âmbito de suas reflexões sobre o fenômeno totalitário, Hannah Arendt chama a atenção para os meios que produzem a destruição do mundo comum, em especial, a utilização maciça e estratégica da ideologia, o apagamento da memória e o fenômeno que ela denomina de “ausência de pensamento” (thoughtlessness). O objetivo deste artigo é, partindo deste ultimo fenômeno, compreender como esses dispositivos de destruição do mundo estão intrinsecamente associados, operando em conjunto e colocando sempre sob ameaça a preservação dos regimes democráticos.

Biografia do Autor

Helton Adverse, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Doutor em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Professor Titular do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Bolsista em produtividade do CNPq.

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Publicado

2026-01-10

Como Citar

ADVERSE, H. Hannah Arendt e a destruição do mundo comum. Ausência de pensamento, memória e ideologia. Kairós, Fortaleza, v. 21, n. 2, p. 111–133, 2026. Disponível em: https://www.ojs.catolicadefortaleza.edu.br/index.php/kairos/article/view/701. Acesso em: 28 maio. 2026.

Edição

Seção

Dossiê Nas Trilhas de Hannah Arendt