https://www.ojs.catolicadefortaleza.edu.br/index.php/kairos/issue/feedKairós2026-01-10T09:49:12-03:00Renato Moreira de Abrantesperiodicos@catolicadefortaleza.edu.brOpen Journal Systems<p>A Kairós é uma revista interdisciplinar da Faculdade Católica de Fortaleza (FCF) que se volta à divulgação de artigos científicos, resenhas e traduções, de pesquisadores nacionais e estrangeiros, com titulação mínima de <u>pós-graduandos (mesmo para coautor)</u>. Seu público-alvo são docentes, discentes e interessados, de modo geral, nas Ciências Humanas, bem como em suas discussões e marcos teóricos. Para tanto, o periódico conta com um Comitê Científico reconhecido em sua área de atuação.</p>https://www.ojs.catolicadefortaleza.edu.br/index.php/kairos/article/view/697A atividade humana da ação e o conceito de pluralidade – Uma leitura conjunta da capacidade de prometer e perdoar à luz de Hannah Arendt2026-01-08T19:35:10-03:00Mateus Levi Silveira Feijóxxx@gmail.com<p>A investigação a seguir discute a ação humana e a pluralidade, sob a ótica de Hannah Arendt, proeminente filósofa política do século XX, conectando com outra camada do pensamento da autora quando apresenta a questão da promessa e do perdão. Distinguindo-se do trabalho e da obra, a ação é intrinsecamente política, revelando a singularidade do agente no espaço público. A pluralidade emerge como conditio per quam da vida política, um princípio ontológico que viabiliza e constitui a esfera pública. O espaço agônico, onde diferentes doxas se confrontam, é terreno fértil para a liberdade e a deliberação coletiva, em oposição a modelos autoritários. A negação da pluralidade suprime a autonomia política e flerta com autoritarismos. Diante da imprevisibilidade e irreversibilidade da ação, a promessa e o perdão são mecanismos cruciais. O perdão desfaz atos passados, libertando os agentes para novos inícios, enquanto a promessa cria ilhas de segurança em um futuro incerto, fomentando a previsibilidade e a confiança. A articulação da ação com a pluralidade, mediada através da promessa e do perdão, é essencial para pensar a política em Hannah Arendt. Desse modo, buscar-se-á, sem pretensões de exaurir o tema, mas antes contribuir para o fomento do estudo e debate na academia, trazer à lume no presente trabalho os pontos de especial destaque na gramática arendtiana.</p>2026-01-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Kairóshttps://www.ojs.catolicadefortaleza.edu.br/index.php/kairos/article/view/668Considerações sobre a atividade do trabalho em Arendt nas trilhas da interpretação de Odílio Aguiar2025-10-09T21:29:04-03:00José Luiz de Oliveirajlos@ufsj.edu.br<p>Estamos celebrando os cinquenta anos da morte da filósofa Hannah Arendt. A obra dessa autora de origem judia alemã se espalhou por todo o nosso país por meio de inúmeras formas de produções estabelecidas no campo da filosofia política. Percebemos que existe um apelo constante a se escrever sobre os esforços empreendidos nos últimos anos por estudiosos e estudiosas do pensamento de Arendt em terras brasileiras. Essa relevante difusão do pensamento arendtiano no Brasil contou com o destacado trabalho do eminente Professor Dr. Odílio Alves Aguiar. Abordagens, a exemplo dos assuntos referentes à condição humana, vêm sendo construídas em nossos espaços acadêmicos. Cremos ser relevante tratar da recepção do pensamento arendtiano no Brasil fazendo algumas delimitações. Com efeito, o nosso propósito neste artigo é demonstrar de que maneira o lugar ocupado pela atividade do trabalho ocorre da vita activa, segundo as perspectivas de Arendt e seguindo as trilhas interpretativas assumidas por Odílio Aguiar. Para tanto, apontaremos algumas das análises desenvolvidas por Odílio Aguiar, que dizem respeito à questão dos direitos humanos e às implicações trazidas pela então denominada vitória do <em>animal laborans</em>.</p>2026-01-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Kairóshttps://www.ojs.catolicadefortaleza.edu.br/index.php/kairos/article/view/698Considerações sobre as noções de trabalho, automação e alienação em Arendt2026-01-08T19:58:04-03:00Francisco Jameli Oliveira Reinaldoxxx@gmail.com<p>A temática da alienação é o fio condutor desta exposição. O que iremos chamar de alienação aqui tem a ver com as expectativas antigas e atuais de abolir o trabalho da condição humana, dos gregos até o recente fenômeno da automação e da cibernetização. Para articularmos a tríade trabalho, automação e alienação dividiremos esta exposição em três tópicos. Procuraremos, inicialmente, rastrear na bibliografia de Arendt o início de suas pesquisas sobre a categoria do trabalho, contextualizando o plano de fundo político desta investigação. Nesta contextualização inicial, indicaremos que a pesquisa parte de um diálogo com Marx, procurando dar conta da lacuna presente em Origens do totalitarismo. Essa lacuna consiste na ausência de tratamento sistemático dos elementos totalitários do bolchevismo/stalinismo, fato que justificaria a escrita de um segundo volume de Origens. Dado que a tese de Arendt é que o totalitarismo, cristalizado em duas formas de dominação, nazismo e stalinismo, representa uma ruptura na tradição política ocidental, e dado que tal ruptura precisou de elementos cristalizadores, num segundo momento procuraremos vincular as categorias trabalho e alienação na filosofia clássica, privilegiando a concepção aristotélica de trabalho, consoante a interpretação de Arendt. Por fim, indicaremos a urgência de se pensar a dignidade do trabalho frente ao moderno fenômeno da automação, que substitui a mão de obra humana pelas máquinas, que torna a condição do trabalhador cada vez mais precária e juridicamente insegura, e indicaremos, a título de conclusão, um fenômeno que Arendt encara como aterrador: a cibernetização como substituição, não só da mão de obra, mas da mente/espírito humana.</p>2026-01-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Kairóshttps://www.ojs.catolicadefortaleza.edu.br/index.php/kairos/article/view/699Democracia: terá um futuro? Uma discussão sobre democracia representativa em Hannah Arendt2026-01-08T20:15:45-03:00Francisco Rafael Queiroz de Oliveiraxxx@gmail.com<p>Considerando que atravessamos tempos de profunda desconfiança em relação a democracia, como também de desesperança em relação à política institucionalizada, esse artigo recorrerá à teoria da pensadora Hannah Arendt a fim de resgatar os princípios do Republicanismo. Embora a pensadora alemã não tenha se dedicado diretamente a essa temática em seus textos, entendemos que é possível vislumbrar na sua teoria remédios para que nossa democracia ainda tenha condições de contribuir para a construção de um mundo que é comum a todos os homens. Concordamos com Arendt ao defendermos que a representação política é um ganho para a humanidade. O que falta ao sistema representativo é ampliar a participação popular por meio de instâncias participativas menores que possam ter suas demandas encaminhadas a instâncias superiores. Dizendo de outro modo, acreditamos que um sistema não centralizado e não reduzido à burocracia partidária pode dar lugar a uma real democracia republicana.</p>2026-01-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Kairóshttps://www.ojs.catolicadefortaleza.edu.br/index.php/kairos/article/view/700Entre o nascimento (natalidade) e o mundo: a pluralidade como via da liberdade em Arendt2026-01-08T20:26:32-03:00Maria de Fátima da Silva Ribeiroxxx@gmail.com<p>Em <em>A Condição Humana,</em> publicada em 1958, Hannah Arendt formula uma teoria da ação política baseada em experiências fundamentais da vida humana, tais como: labor, trabalho e ação. Neste contexto, os conceitos de nascimento (natalidade), mundo e pluralidade se entrelaçam como vias que tornam possível a liberdade e formam a base para a política. O presente artigo busca compreender como a pluralidade se apresenta como um elo essencial entre o nascimento e o mundo. Para tanto, elegemos como metodologia a pesquisa bibliográfica. Nossa questão central é: se a natalidade inaugura a capacidade de agir e o mundo é o espaço da ação, de que modo a pluralidade se configura como via para a liberdade? Nosso objetivo é apresentar como os conceitos de natalidade, mundo e pluralidade se conectam a partir do pensamento de Hannah Arendt.</p>2026-01-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Kairóshttps://www.ojs.catolicadefortaleza.edu.br/index.php/kairos/article/view/648Filosofia política: a importância da memória no espaço público a partir de Hannah Arendt2025-07-15T16:15:32-03:00Clara Daniele Moura de Sousaxxx@gmail.comBenedito Carlos dos Santos Mesquitabenedito_15k@hotmail.com<p>A presente pesquisa interpela a importância da memória na filosofia política contemporânea, especialmente a partir das reflexões de Hannah Arendt. A autora sustenta que o esquecimento histórico enfraquece e compromete a ação política no espaço público. Hannah Arendt defende que a memória é essencial para compreender o passado, sustentar o presente e evitar a repetição de regimes autoritários. A política do esquecimento, muitas vezes institucionalizada, silencia eventos traumáticos, como as ditaduras, apagando lutas e resistências populares. O espaço público, segundo Arendt, é o local onde os indivíduos revelam sua singularidade (o “quem”), por meio da ação e do discurso, de modo que é possível construir a sua imortalidade política. A memória coletiva, portanto, deve ser preservada e transmitida como patrimônio político e identitário. O texto critica práticas como a anistia e o revisionismo histórico, que favorecem o esquecimento e a manipulação dos fatos. A rememoração, por outro lado, fortalece a democracia e dá voz às vítimas da repressão. Em tempos de negacionismo e <em>fake news</em>, o resgate da memória histórica se torna um ato de resistência e afirmação da verdade, da justiça e da dignidade. Assim, o combate ao esquecimento é também uma luta pela preservação da liberdade e do espaço público democrático.</p>2026-01-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Kairóshttps://www.ojs.catolicadefortaleza.edu.br/index.php/kairos/article/view/671Hannah Arendt: a ação enquanto revelação do quem do agente2025-10-16T13:25:04-03:00Antonio Batista Fernandesbatista.fernandes@uece.br<p>O objetivo deste artigo é examinar a teoria da ação como forma de revelação dos agentes em Hannah Arendt. Em Arendt, a ação está sempre relacionada à política; ou seja, ao propor uma teoria da ação, ela tem em mente, sobretudo, uma teoria da ação política. Por outro lado, a ação surge como a capacidade singular que cada indivíduo possui desde o nascimento de dar início a novos começos e de fundar novos corpos políticos. Ao apresentar a ação como revelação do agente no espaço da pluralidade dos sujeitos, Arendt aponta um caminho para a redenção da dignidade da política, possível apenas por meio da participação efetiva dos indivíduos no espaço público. Neste artigo, dedicamo-nos à análise de textos de Arendt e de autores do pensamento arendtiano, com o propósito de sustentar a centralidade da ação em sua teoria política.</p>2026-01-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Kairóshttps://www.ojs.catolicadefortaleza.edu.br/index.php/kairos/article/view/701Hannah Arendt e a destruição do mundo comum. Ausência de pensamento, memória e ideologia2026-01-08T21:18:48-03:00Helton Adversexxx@gmail.com<p>No âmbito de suas reflexões sobre o fenômeno totalitário, Hannah Arendt chama a atenção para os meios que produzem a destruição do mundo comum, em especial, a utilização maciça e estratégica da ideologia, o apagamento da memória e o fenômeno que ela denomina de “ausência de pensamento” (<em>thoughtlessness</em>). O objetivo deste artigo é, partindo deste ultimo fenômeno, compreender como esses dispositivos de destruição do mundo estão intrinsecamente associados, operando em conjunto e colocando sempre sob ameaça a preservação dos regimes democráticos.</p>2026-01-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Kairóshttps://www.ojs.catolicadefortaleza.edu.br/index.php/kairos/article/view/702Jaspers e Arendt leem Descartes: considerações críticas a partir de Psicologias das visões de mundo e a Condição humana2026-01-08T21:27:05-03:00Daiane Eccelxxx@gmail.com<p>Karl Jaspers e Hannah Arendt leem e comentam a obra do filósofo Renné Descartes em momentos diferentes. Em 1937 Jaspers publica <em>Descartes e a filosofia</em> e em Arendt o nome do filósofo aparece sobretudo em <em>A condição humana</em> e em sua obra póstuma, <em>A vida do espírito.</em> O objetivo deste texto é averiguar em que medida a interpretação de Arendt converge com a de Jaspers não somente no que diz respeito à obra de 1937, lida por Arendt somente nos anos 50 na ocasião das <em>Walgreen Lectures</em> e preparação para <em>A Condição humana,</em> mas também lançar luz sobre um escrito da fase de juventude de Jaspers, <em>Psicologia das visões de mundo,</em> de 1919. A hipótese de trabalho aqui é que a leitura de Arendt sobre Descartes, circunscrita dentro de sua interpretação a respeito da ciência moderna, se dá no mesmo contorno que Jaspers havia feito não somente na obra de 1937 sobre o próprio Descartes, mas já na de 1919, <em>Psicologias das visões de mundo,</em> ao investigar e definir a cosmovisão mecanicista, ainda que não estivesse se referindo ao autor, mas a uma cosmovisão que aparece na obra dele. Pretende-se mostrar, portanto, que a visão de mundo mecânico-natural descrita por Jaspers nas <em>Psicologias das visões de mundo</em> e mencionada por Arendt em<em> A condição humana,</em> estão relacionadas com a filosofia de Descartes.</p>2026-01-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Kairóshttps://www.ojs.catolicadefortaleza.edu.br/index.php/kairos/article/view/703La condición (post)humana. Tierra, técnica y devenir postantropocéntrico2026-01-08T21:42:53-03:00Anabella Di Pegoxxx@gmail.com<p><em>La condición humana</em> de Hannah Arendt indaga en el derrotero de la <em>vita activa</em> dentro de la tradición del pensamiento occidental, con especial atención a la época moderna. Sostenemos que el texto proporciona herramientas conceptuales clave para reflexionar sobre la transición de la condición humana a lo que en nuestros días se describe como la condición posthumana. La contribución de Arendt reside en su crítica a las concepciones sustancialistas de «lo humano» y su reformulación en términos relacionales y plurales, fundamentadas en las condiciones de la existencia humana. Entre estas condiciones, la Tierra ocupa un lugar destacado como prerrequisito fundamental para la vida humana, abriendo la posibilidad de una política de la Tierra, arraigada en la finitud e interdependencia de las criaturas terrestres y en la pluralidad de formas de existencia a las que pertenecemos. Además, Arendt traza diferentes etapas en el desarrollo de la ciencia y la tecnología modernas, ofreciendo una perspectiva sobre la especificidad de la tecnociencia contemporánea y los profundos desafíos que plantea para el futuro de la condición humana.</p>2026-01-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Kairóshttps://www.ojs.catolicadefortaleza.edu.br/index.php/kairos/article/view/641O mundo como lócus da pluralidade2025-07-15T21:30:27-03:00Antônio Carlos Araújocarlosaraujo.023@gmail.com<p>Este artigo examina a noção de pluralidade como categoria central no pensamento de Hannah Arendt, compreendendo-a como fundamento da vida política e condição de existência do mundo comum. O mundo não é concebido como um dado natural, mas como construção relacional que se estabelece entre os homens, onde a diversidade pode aparecer, ser reconhecida e partilhada. O texto analisa o espaço entre os indivíduos como dimensão simbólica e política que possibilita convivência sem fusão e distinção sem exclusão. Reflete ainda sobre o pertencimento ao mundo como exigência ética e política fundamental, vinculada ao direito a ter direitos e à preservação da dignidade humana. A pluralidade, longe de ser um obstáculo, revela-se como o que sustenta a liberdade, a responsabilidade e a possibilidade de um mundo habitável. A pesquisa apoia-se em literatura primária e secundária, articulando os conceitos centrais da autora à luz de interpretações contemporâneas. Conclui-se que a pluralidade deve ser preservada como condição indispensável para a política, para a educação e para o próprio sentido do humano no mundo.</p>2026-01-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Kairóshttps://www.ojs.catolicadefortaleza.edu.br/index.php/kairos/article/view/704Os elementos protototalitários de nosso mundo: pensar o que estamos fazendo na companhia de Hannah Arendt e Odílio Alves Aguiar2026-01-08T22:00:08-03:00Lara Rochaxxx@gmail.comJudikael Castelo Brancoxxx@gmail.com<p>O presente artigo tem como objetivo apresentar o conceito de protototalitarismo e os elementos protototalitários presentes na atualidade de acordo com Hannah Arendt e Odílio Alves Aguiar. Após um exame inicial sobre a terminologia, será apresentada tanto uma leitura sobre o sentido do conceito quanto porque ele pode ser considerado não apenas sob um viés ético-político, mas, sobretudo, narracional. A seguir, algumas de suas principais características serão examinadas: a díade massificação-solidão, a mudança comunicacional introduzida na política pela propaganda e pelas ideologias e a burocratização da esfera pública.</p>2026-01-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Kairóshttps://www.ojs.catolicadefortaleza.edu.br/index.php/kairos/article/view/705Tecnociência, Antropoceno e Presentismo: Arendt e os efeitos da moderna perplexidade de “agir na natureza”2026-01-08T22:10:44-03:00Rodrigo Ribeiro Alves Netoxxx@gmail.com<p>O artigo analisa a perplexidade arendtiana decorrente de uma experiência central da modernidade com a capacidade humana para a ação: “agir na natureza”, ou seja, o entrecruzamento tecnocientífico entre natureza e história que encarnou a potência da ação para iniciar novos processos, mas deslocando o agir de sua esfera política originária. Quando natureza e ação passam a compartilhar a noção de <em>processo</em> como denominador comum, a ação perde sua capacidade de revelar e gerar sentido para a narrativa histórica, enfraquecendo o vínculo com a imortalidade e a necessidade da história. Em diálogo com outros autores e conceitos, o artigo analisa de que modo “agir na natureza” nos levou à seguinte perplexidade: ingressamos em um novo regime planetário (<em>Antropoceno</em>) no qual a humanidade se torna agente geológico, mais do que apenas agente histórico, historicizando e acelerando a natureza, enquanto a esfera histórico-política da ação humana se encontra atrofiada, bloqueada ou estagnada pelo predomínio de um regime de historicidade <em>presentista</em>.</p>2026-01-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Kairóshttps://www.ojs.catolicadefortaleza.edu.br/index.php/kairos/article/view/649Uma aproximação possível entre Hannah Arendt e Nicolau Maquiavel2025-07-15T16:31:38-03:00Ricardo George de Araújo Silvaricardogeo11@gmail.comFrancisco Lucas Monte Celestinolucasmontecelestino@hotmail.com<p>O presente artigo científico apresenta como sua problemática uma aproximação possível, guardados os limites temporais e conceituais, entre os filósofos da política, Hannah Arendt e Nicolau Maquiavel, na crítica à tradição do pensamento político e em relação ao conceito de aparência desenvolvido pelos autores. O objetivo geral da pesquisa é mostrar até que ponto essa aproximação entre os autores pode ser feita por meio da identificação de pontos de convergência e de divergência em suas ideias filosóficas, estabelecendo-se, como recorte, a tradição do pensamento político e o conceito de aparência. A hipótese sugerida é que tanto Arendt, quanto Maquiavel, possui pontos de convergência a partir de suas posições em relação à tradição do pensamento político, bem como no que diz respeito ao conceito de aparência. Trata-se de uma pesquisa, cuja metodologia é teórica e bibliográfica ancorada em livros, artigos e trabalhos acadêmicos publicados em periódicos e revistas pertinentes ao tema investigado.</p>2026-01-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Kairóshttps://www.ojs.catolicadefortaleza.edu.br/index.php/kairos/article/view/666A educação cam(com) Baleia: uma leitura da educação atual à luz de Baleia do romance Vidas Secas, de Graciliano Ramos2025-09-25T11:19:15-03:00Genildo Santanagenildowiller@yahoo.com.br<p>Nesse artigo analisaremos os ataques feitos à Educação à luz da obra <em>Vidas Secas</em>, do escritor alagoano Graciliano Ramos, mais precisamente do capítulo 9, onde está descrita a morte da cadela Baleia. O tiro foi dado em Baleia a partir de um falso diagnóstico de que ela estaria “doente”. Diagnóstico semelhante foi feito à educação brasileira, tida como “doente”. Diagnóstico indutivo, e não dedutivo. E também se atirou sobre ela. Assim, traçamos um paralelo entre o tiro dado em Baleia e o tiro dado na Educação nos dias atuais.</p>2026-01-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Kairóshttps://www.ojs.catolicadefortaleza.edu.br/index.php/kairos/article/view/677A escola no processo formativo do indivíduo na passagem da família à sociedade civil e ao estado segundo Hegel2025-10-25T12:54:55-03:00Francisco Silvio Coelho Limafranciscoeterno@yahoo.com.br<p>Este texto busca apresentar o pensamento do filósofo alemão Georg Wilhelm Friedrich Hegel acerca da importância da escola no processo de formação do indivíduo. Em sua filosofia, a escola ocupa um papel central na passagem da família para a sociedade civil e, por fim, ao Estado. Para compreender esse percurso, é necessário entender três momentos: <em>a História do desenvolvimento da escola em sua busca de identidade, a Harmonia entre sociedade civil e Estado</em> e <em>o “lugar” da Razão Escolar.</em> Tomando como base a obra <em>Enciclopédia das ciências filosóficas em compêndio</em> (1830) e em <em>Princípios da Filosofia do Direito</em> (1820), bem como de comentadores e intérpretes de Hegel, observaremos como a escola se insere na dialética hegeliana e sua legitimidade ético-política.</p>2026-01-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Kairóshttps://www.ojs.catolicadefortaleza.edu.br/index.php/kairos/article/view/597 A ética como ciência do Bem na República de Platão2025-02-24T18:39:11-03:00Francisco Gabriel Marques de Almeida Carobagabrielcarobaibre@gmail.com<p>A ideia do Bem parece ser um conceito inatingível, quase místico, quanto ao seu significado. A dificuldade de interpretação sobre ele deve muito à forma difícil como <em>A República</em> o apresenta, pois, na argumentação dos chamados Livros Centrais da República, o Bem exerce a função de fornecer uma fundamentação mais sólida para a explicação das virtudes cardinais e dos vícios — em especial a justiça e a injustiça, definidas a partir da célebre tese da alma tripartite nos Livros II – IV. Porém, o contexto de discussão em que a Forma Inteligível do Bem é trazida à tona é completamente outro: trata-se da discussão sobre a educação que os guardiões devem receber para se tornarem aptos a governar a <em>Kallípolis</em>. Essa dificuldade interpretativa existente no meio especializado parte de uma possível descontinuidade do pensamento ético de Platão em sua argumentação na <em>República</em>, no que diz respeito à relação entre as virtudes e o Bem, ao ponto de levar alguns intérpretes a concluírem que o argumento da República pode se mostrar uma falácia. Nosso trabalho visa mostrar como o Bem ou Felicidade (conceito com o qual o Bem é equiparado) se relaciona com as virtudes para que a coesão ética de sua argumentação tenha salvaguarda. A partir disso, procuraremos demonstrar tanto como o Bem pode ser ilustrado (já que sua definição é difícil segundo os moldes ontológicos e epistemológicos de Platão) quanto como a “sabedoria prática” e a “sabedoria teórica” estão intimamente ligadas sob a Ideia do Bem.</p>2026-01-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Kairóshttps://www.ojs.catolicadefortaleza.edu.br/index.php/kairos/article/view/640A novidade como necessidade psicológica básica no contexto educacional2025-07-14T18:14:02-03:00Khaled El Tassakhaledunicentro@hotmail.com<p>O estilo de ensino adotado por professores constitui um fator determinante na motivação discente para a aprendizagem. À luz da Teoria das Necessidades Psicológicas Básicas (Basic Psychological Needs Theory – BPNT), compreendida como uma subteoria da Teoria da Autodeterminação (SelfDetermination Theory – SDT), três necessidades psicológicas fundamentais sustentam a motivação autodeterminada e o bem-estar: autonomia, competência e relacionamento. Recentemente, a novidade tem sido proposta como uma potencial quarta necessidade psicológica básica, inclusive em contextos educacionais como a Educação Física. O presente estudo, de natureza teórica e delineado como uma revisão de literatura, teve como objetivo analisar criticamente a inclusão da novidade como uma necessidade psicológica básica à luz dos critérios estabelecidos pela BPNT. As evidências reunidas sugerem que a necessidade de novidade apresenta fundamentos conceituais e empíricos que a qualificam como um possível complemento às necessidades básicas já estabelecidas na SDT. A tese argumentativa dos artigos analisados indica que a satisfação com a novidade é uma variável importante para a promoção da motivação autodeterminada e do bem-estar em contextos educacionais e de exercício físico, justificando sua consideração como uma quarta necessidade psicológica básica na Teoria da Autodeterminação. No entanto, ressalta-se a necessidade de investigações empíricas adicionais, especialmente estudos longitudinais, que explorem a satisfação e a frustração da necessidade de novidade ao longo do tempo.</p>2026-01-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Kairóshttps://www.ojs.catolicadefortaleza.edu.br/index.php/kairos/article/view/619Democracia como competição entre elites pela disputa do consenso popular: uma análise à luz de Bobbio2025-04-16T18:52:53-03:00Antonio Santana Sobrinhoprofsantanah@hotmail.com<p>Este artigo discute a natureza da democracia e a competição entre elites políticas na busca pelo consenso popular. Baseando-se nas teorias de Bobbio, exploramos os princípios fundamentais da democracia e suas implicações. Inicialmente, examinamos as “regras do jogo” democrático, que incluem a igualdade de oportunidades, a justiça e a participação cidadã. Essas regras são essenciais para assegurar a legitimidade do sistema e fornecer um arcabouço sólido para o exercício do poder político. Em seguida, abordamos a concepção de democracia como competição entre elites. Bobbio argumenta que, embora a democracia seja um sistema no qual os cidadãos devem ter competência política, há uma terceira doutrina que nega essa competência. Segundo a teoria das elites, em todos<br />os regimes políticos, inclusive na democracia, são as elites que governam, representando diferentes esferas de poder. No entanto, é importante destacar que essa terceira doutrina não é amplamente aceita e é objeto de debate na teoria política. Críticas argumentam que a democracia deve garantir a participação e a igualdade de oportunidades políticas para todos os cidadãos, independentemente de sua posição social ou econômica. A inclusão e a representatividade são consideradas fundamentais para uma democracia genuína e saudável.</p>2026-01-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Kairóshttps://www.ojs.catolicadefortaleza.edu.br/index.php/kairos/article/view/593Dom Lino Deodato e a unidade da Igreja: sinodalidade e o bem da Esposa de Cristo2025-01-27T10:18:16-03:00José Ulisses Leva Levajuleva@pucsp.br<p>O Artigo apresenta o Sínodo realizado por Dom Lino Deodato Rodrigues de Carvalho, em 1888. O bispo tornou presente os Concílios Ecumênicos de Trento (1545-1563) e Vaticano I (1869-1870), na Igreja em São Paulo. Dom Lino Deodato quis a Igreja Paulista em sintonia com a Igreja em Roma. A Esposa de Cristo tem firmado passos e aberto janelas para a contemporaneidade. Em contínua concordância com os Concílios Ecumênicos e sentindo com a Igreja, o Papa Francisco tem procurado dialogar com o mundo e mostrado interesse em tornar a Esposa de Cristo sempre sinodal. Lembrando os 137 anos do Sínodo em São Paulo, em 1888, e recordando os 60 anos do término do Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-1965), vamos testemunhar os desdobramentos da Unidade da Igreja e busquemos viver com alegria e entusiasmo a Sinodalidade.</p>2026-01-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Kairóshttps://www.ojs.catolicadefortaleza.edu.br/index.php/kairos/article/view/598Influência da religião na alimentação: estudo comparativo entre Católicos e Adventistas do Sétimo Dia2025-02-26T20:20:54-03:00Louyse Sulzbach Damáziolouyse3@hotmail.comFernando da Silva Martinsfernandinhodasilvamartins@gmail.com<p>A influência da religião na alimentação foi abordada, considerando as diferentes percepções culturais. O estudo analisou a relação entre a religião e as escolhas alimentares de fiéis católicos e adventistas do Sétimo dia em Tubarão (SC). Foi utilizada uma abordagem descritiva, transversal e quantitativa, com participantes maiores de 18 anos. Foram coletadas informações sobre dados clínicos e sociodemográficos dos participantes, como idade, gênero, índice de massa corporal, presença de doenças crônicas, uso de medicamentos e características do domicílio. Os resultados mostraram que os participantes adventistas têm em média 37,1±13 anos, enquanto no grupo católico foi de cerca de 38,6±15,2 anos, sendo 42% mulheres e 58% homens. A maioria possui um peso para a altura considerado saudável e não tem doenças crônicas. No grupo católico, a média de idade foi de 38 anos, composto por 54% mulheres e 46% homens. Também apresentam um peso para a altura considerado saudável e uma porcentagem semelhante de doenças crônicas. As diferenças entre católicos e adventistas do sétimo dia foram destacadas, proporcionando uma compreensão mais ampla das complexas interações entre religião e alimentação, bem como suas implicações sociodemográficas. O estudo revelou que os entrevistados católicos apresentam pouca ou nenhuma influência religiosa na alimentação, por outro lado, os entrevistados adventistas demonstraram uma forte influência religiosa em suas escolhas alimentares, baseada em orientações bíblicas, que são seguidas fielmente pela igreja.</p>2026-01-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Kairóshttps://www.ojs.catolicadefortaleza.edu.br/index.php/kairos/article/view/678O sujeito agente da própria exploração: reflexões sobre a Sociedade do cansaço de Byung-Chul Han2025-10-25T18:15:35-03:00Carla Barretocarla.sbarreto98@gmail.com<p>Esta pesquisa tem o intuito de apresentar como o conceito de sujeito do desempenho, proposto por Byung-Chul Han, revela uma nova forma de subjetividade na sociedade contemporânea, marcada pelo neoliberalismo, hiperconectividade e excesso de positividade. Nesse cenário, o indivíduo internaliza a lógica da autoexploração, acreditando ser autônomo, enquanto está submetido a mecanismos sutis de controle que geram esgotamento psíquico, como burnout, depressão e ansiedade. O estudo dialoga com pensadores como Foucault e Hannah Arendt, explorando fenômenos como a dissolução das fronteiras entre trabalho e vida pessoal, a cultura da hiperatenção, a pressão pela positividade e a invisibilidade da violência psicológica. O objetivo é evidenciar como esses elementos impactam a experiência subjetiva, comprometendo a capacidade de reflexão, pensamento crítico e autonomia. A pesquisa também aponta as implicações sociais, culturais e de saúde mental dessa nova configuração, contribuindo para o debate sobre os efeitos da racionalidade neoliberal na constituição do sujeito contemporâneo.</p>2026-01-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Kairóshttps://www.ojs.catolicadefortaleza.edu.br/index.php/kairos/article/view/631Para libertar a luz: ontologia e prática moral no maniqueísmo2025-05-19T22:25:41-03:00Marcelo Augusto Cunha de Françamarcelofranca1996@hotmail.com<p>Este artigo tem como objetivo examinar a ética no maniqueísmo. Como introdução ao tema, o texto abordará as influências recebidas por Mani e suas pretensões ao fundar uma religião de caráter universal. Para compreender o maniqueísmo é essencial entender a sua cosmogonia, ou seja, a luta entre a Luz e as Trevas. Apresentando-se como “o último dos profetas”, Mani ofereceu uma explicação criativa que integra mitos gnósticos a elementos judaicos, cristãos e, possivelmente, budistas. A partir dessa estrutura cosmogônica, torna-se possível compreender o conflito ético no interior da humanidade. Em sua teologia, destaca-se o papel do ser humano como protagonista na vitória da Luz, por meio de uma ética rigorosamente ascética, que proíbe qualquer forma de violência e exige domínio de si, voto de pobreza e vida devocional, com o objetivo de libertar as partículas de Luz ainda aprisionadas na criação. O artigo busca oferecer uma leitura do maniqueísmo que dialoga com certas críticas formuladas por Agostinho, mas que privilegia a perspectiva interna do próprio movimento, a partir de fontes primárias, comentadores e pesquisadores especializados.</p>2026-01-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Kairóshttps://www.ojs.catolicadefortaleza.edu.br/index.php/kairos/article/view/633Quão progressistas são as teorias deliberativas da democracia? Limites e deficiências2025-06-11T22:17:31-03:00Vinícius Defillo Pintorviniciuspintor@ymail.com<p>O presente artigo busca contextualizar brevemente duas das mais proeminentes teorias deliberativas da democracia, sendo elas as desenvolvidas por John Rawls e Jürgen Habermas. Em seguida, questiona a real capacidade desses arranjos teóricos em combater relações de opressão vigentes - que é o que entende-se aqui por progressista. Apesar de propor a ampliação da participação na esfera discursiva visando consensos racionais desinteressados e, assim, fundar novas formas de sociabilidade através de um fazer político mais justo, inclusivo e equitativo, argumenta-se que as propostas intelectuais dos autores mencionados acabam por favorecer e mascarar perspectivas dominantes, dinâmica que prejudica grupos marginalizados cujas maneiras de expressão não se alinham aos padrões hegemônicos de racionalidade. Além disso, coloca-se que os modelos deliberativos de democracia exageram em sua recusa ao conflito e ao dissenso, elementos julgados como fundamentais para transformações políticas mais impactantes. Sendo assim, defende-se que há um conservadorismo subjacente permeando tais teses, tornando-as menos capazes de atacar as relações de dominação existentes, ou seja, limitando seu caráter pretensamente progressista.</p>2026-01-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Kairóshttps://www.ojs.catolicadefortaleza.edu.br/index.php/kairos/article/view/696Editorial2026-01-08T19:12:57-03:00Ricardo George de Araújo Silvaxxx@gmail.comLara Rochaxxx@gmail.com<p>Editorial da <em>Kairós: Revista Acadêmica da Prainha</em> (v. 21, n. 2, 2025)</p>2026-01-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Kairós